Nasci
em Goiás, em 1938, criei-me no
Rio de Janeiro, estudei no tradicional
colégio Sion, o mesmo que freqüentei
por um ano na Inglaterra. Completei na
Universidade Católica de Belo Horizonte
o curso de Letras que havia iniciado na
PUC - Rio. Fazendo as contas, vejo que
morei em 10 cidades, de 3 continentes,
mas o Rio é a minha casa, para
a qual volto sempre.
Aprendi
a ler aos cinco anos, em Goiás,
com minha avó, dona de uma escola.
Meus pais liam muito, cresci cercada por
livros, e cedo, muito cedo, decidi que
um dia seria escritora. Outra predileção
era a História, que meu pai me
contava como quem conta histórias
da carochinha, com direito a reis, piratas,
índios e aventureiros. O que me
levou a me interessar por romances históricos,
e, mais tarde, pela leitura de livros
de História propriamente dita.
Intimidada
pela existência de outros escritores
na família, minha primeira profissão
foi a de artesã-joalheira, que
aprendi no ateliê de Caio Mourão,
o pioneiro da jóia de arte no Brasil.
Com meu filho Fred
Pinheiro, também joalheiro,
fui dona da Plural, galeria de jóias
em Ipanema. O sonho de me tornar escritora,
entretanto, não havia morrido,
e minhas gavetas se enchiam de contos.
No final dos anos 70, a extinta revista
Status lançou um concurso de contos
eróticos. Escolhi nessas gavetas
um conto que poderia, mesmo que vagamente,
ser considerado “erótico”.
O título, Vizinhança.
Fiquei entre as menções
honrosas, e, em 1981, a revista publicou
um número especial, Contos
Eróticos Escritos por Mulheres,
e lá saiu meu Vizinhança.
Finalmente,
em 1997, resolvi enfrentar o público,
inscrevendo-me num concurso promovido
pela União Brasileira de Escritores,
em que fui agraciada com o prêmio
Adolfo Aizen pela obra Memórias
de um Bandeirante, destinada
a público juvenil e publicada pela
Global Editora. Havia encontrado um meio
de unir duas paixões: História
e Literatura. Outros romances históricos
se seguiram, desta vez para público
adulto: Inconfidências
Mineiras – uma história privada
da Inconfidência (2000),
Barões e Escravos
do Café – uma história
privada do Vale do Paraíba
(2001), e Leopoldina e Pedro
I – a vida privada na corte
(2004), publicados pela Jorge Zahar Editor.
Voltando a escrever para o público adolescente, acabo de publicar, pela Editora FTD, Degredado em Santa Cruz.
Trabalho
como revisora, editora de texto e tradutora
autônoma.
Sou
irmã dos autores Ivan e Sergio
Sant'Anna, e tia do também escritor
André Sant'Anna.
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Sonia
na Fazenda Babilônia, Goiás
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